Sporting. André Geraldes em liberdade com caução de 60 mil euros

Como uma bola de neve, o caso denominado Cashball, que envolve suspeitas de actos de corrupção activa protagonizados por elementos do Sporting, está a crescer e a ganhar contornos cada vez mais graves.

São apenas indícios que terão de ser validados e cruzados com outras provas que venham a ser recolhidas durante as buscas que foram realizadas durante esta quarta-feira por mais de 50 elementos da PJ.

Ao que foi possível também apurar, a ação da Polícia Judiciária decorre não só no estádio de Alvalade, mas também noutros locais.

Gonçalo Rodrigues, intermediário do esquema no andebol que visava corromper árbitros para favorecer o Sporting, e que surge nas mensagens de voz reveladas pelo CM e pela CMTV, coordena o gabinete de apoio ao atleta e às modalidades profissionais do clube.

No entanto, uma outra fonte contactada pela TVI adiantou que o processo que está em investigação no DIAP do Porto envolve, não só o campeonato de andebol, mas também o campeonato de futebol. Na base do inquérito estará o pagamento a um árbitro para garantir a vitória do Benfica frente ao Porto na época passada, 2016/2017 e permitir que o clube de Alvalade se sagrasse campeão.

De acordo com o Jornal de Notícias, outros jogos sob suspeita são os realizados com equipas como o Feirense, Chaves, Tondela, Aves e Estoril. Os valores poderão ter atingido 12.500 euros. "O Sporting CP pauta a sua atuação pelo respeito pela legalidade, transparência e lisura de todos os seus atos", lê-se em comunicado da direção do Sporting e da administração da SAD, que hoje estiveram reunidas.

O perfil do LinkedIn de Gonçalo Rodrigues, feito pelo próprio, diz que trabalha no clube há dois anos e um mês. "Nada tenho a esconder e estou inteiramente disponível para colaborar no apuramento de toda a verdade", escreveu André Geraldes na sua página da rede social Facebook.

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