Falta trabalho para 27,7 milhões brasileiros — IBGE

Taxa de desemprego é de 13,1%. Segundo o IBGE, o rendimento médio real de todos os trabalhos habitualmente recebido por mês chegou a R$ 2.169 no primeiro trimestre de 2018, o que significou estabilidade tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.173), como na comparação a igual trimestre de 2017 (R$ 2.169).

Os dados do IBGE também revelam as desigualdades no mercado de trabalho.

O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 13,6 milhões de desocupados. O número de desalentados deste trimestre também é o maior da série histórica, ele subiu de 4,3 milhões, no último trimestre de 2017, para 4,6 milhões neste trimestre.

No Centro-Oeste, a taxa de desemprego passou de 9,4% para 10,5%.

É a primeira vez em três anos que o percentual de desemprego no País caiu.

Os desempregados somam 13,7 milhões de pessoas, com taxa de desemprego em 13,1% no primeiro trimestre, conforme divulgado anteriormente pelo IBGE. Tanto o contingente quanto a taxa registraram os recordes da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. No total são 27,7 milhões de brasileiros nestas condições. As pessoas que procuravam emprego havia menos de um mês somava 2 milhões. O número é a soma de desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e aqueles que até queriam uma vaga, mas por alguma razão não procuravam ou procuravam, mas não estavam disponíveis para trabalhar - que formam a chamada subutilização da força de trabalho.

No primeiro trimestre de 2016, antes do impeachment, a taxa de desalento era de 2,7% da força de trabalho, para os atuais 4,1%. A taxa passou de 76,6% para 75,4%.

Os maiores rendimentos ficaram com os empregadores (R$ 5.346); seguidos pelos empregados no setor público (R$ 3.485) e pelos empregados no setor privado com carteira (R$ 2.074). O Nordeste seguiu com o menor patamar do país de empregos com carteira (59,7%). Já o maior índice foi verificado no Sul (83,3%).

O professor de economia da PUC-SP, Antônio Carlos Alves dos Santos, avalia que a fraqueza do mercado de trabalho está muito relacionado ao baixo nível dos investimentos públicos e privados. Os dois maiores aumentos foram registrados na região Norte (de 11,3% para 12,7%) e Nordeste (de 13,8% para 15,9%).

São Paulo - No Estado de São Paulo, a taxa de subutilização é de 21%, ligeiramente acima da registrada no último trimestre de 2017 (20,4%). Os estados que apresentam as menores taxas são o Paraná (17,6%), Mato Grosso (16%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Santa Catarina (10,8%). A população parda corresponde a 52,6% dos desempregados no Brasil, embora corresponda a 47,1% da população brasileira. No 1º trimestre, os pardos representavam 48,1% da população fora da força de trabalho, seguidos pelos brancos (42,5%) e pelos pretos (8,4%).

Edition: