União econômica liderada pela Rússia assina acordo de livre-comércio com Irã

A posição dos presidentes, após um jantar de trabalho de quatro horas em Sófia, capital da Bulgária, também marca o início "dos trabalhos para proteger as empresas europeias afetadas negativamente pela decisão dos Estados Unidos" de sair do acordo nuclear e voltar a impor sanções ao Irã, acrescentou a fonte à AFP. O conselheiro de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, John Bolton, confirmou em entrevista à rede norte-americana CNN a intenção de pressionar os aliados europeus para imporem mais restrições ao programa nuclear do Irã. Segundo o conselheiro, alguns países da Europa acabarão apoiando os EUA, apesar dos comentários de líderes do continente lamentando a decisão de Trump.

A ferramenta legal em causa é um regulamento europeu que data de 1996, originalmente criado para contornar o embargo a Cuba, e que deverá sofrer alterações, para permitir que as empresas e tribunais europeus não estejam sujeitos a regulamentos sobre sanções tomadas por países terceiros. De acordo com a chanceler alemã, Angela Merkel, a Alemanha tentará se manter no pacto.

"Com medidas tão destrutivas, o governo norte-americano está tentando influenciar a vontade e a decisão dos signatários restantes do acordo nuclear", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Bahram Qasemi, segundo a agência de notícias Fars. Também exigem redução do apoio iraniano a grupos militantes na Síria e no Iêmen.

Na conferência de imprensa no final dos trabalhos, e quando questionado sobre o facto de, na questão do acordo nuclear, a União Europeia estar aparentemente a tomar partido do regime iraniano, conhecido no passado pela sua imprevisibilidade, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, retorquiu que a imprevisibilidade é mais delicada quando parte dos mais próximos, e não de alguém sobre quem já não há expectativas de maior.

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