Grupo pede suspensão de 'eleições' na Venezuela

Os governos do Brasil e de outros 13 países estão fazendo "um último chamado" para que a Venezuela suspenda as eleições presidenciais marcadas para 20 de maio, segundo comunicado do Grupo de Lima, além dos Estados Unidos e da Espanha.

Durbin e Menendez também disseram que as autoridades venezuelanas deveriam garantir acesso ilimitado aos observadores internacionais durante todas as fases do processo eleitoral, assim como restabelecer a Assembleia Nacional.

O grupo reiterou sua "condenação do regime autoritário que prevalece na Venezuela, que violentou a institucionalidade democrática, o estado de direito e o respeito aos direitos humanos e convocou um processo eleitoral ilegítimo que carece de credibilidade".

"Ao realizar eleições que não são justas, transparentes ou livres, que não contam com a participação de todos os membros da oposição e com presos políticos, a Venezuela não tem definitivamente as condições ou garantias democráticas que nós apoiamos".

Grande favorito à reeleição, o presidente venezuelano atacou esta segunda-feira o homólogo colombiano que, um dia antes da reunião do Grupo de Lima, tinha já afirmado que não reconhecerá o escrutínio no país vizinho. O bloco é composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

A principal aliança opositora na Venezuela, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), apelou para protestos na próxima semana perante a OEA em Caracas, para pedir a esta organização que prossiga com a pressão internacional sobre o "caso venezuelano".

Além de Maduro, disputam a eleição para presidente da República o ex-governador do estado de Lara e ex-chavista, Henri Falcón, o pastor evangélico Javier Bertucci, o empresário Luis Alejandro Ratti e o engenheiro Reinaldo Quijada.

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