BlacKkKlansman, novo filme de Spike Lee, ganha um trailer incrível; assista

Esta esquizofrenia dramática define, afinal, a moral da história segundo Spike Lee, conduzindo o filme, a pouco e pouco, para uma impressionante vibração emocional - no final, "Blackkklansman" integra mesmo imagens das agressões dos partidários da supremacia branca em 2017, incluindo ainda o discurso em que Donald Trump considerou que havia "boas pessoas" em "ambos os lados".

No dia em que teve a sua estreia no Festival de Cannes, BlacKkKlansman, o novo projeto de Spike Lee, viu o seu primeiro trailer divulgado.

Esta colaboração entre a nova e a antiga vaga de mestres a tratar a chamada black history norte-americana teve como inspiração a história real e improvável do polícia Ron Stallworth (interpretado por John David Washington, filho de Denzel Washington), que nos anos 1970 se infiltrou na filial do Ku Klux Klan em Colorado Springs. O filme recebeu muitos aplausos do público presente no Grand Théâtre Lumière, diante de um Spike Lee com uma boina preta, vestindo uma jaqueta com folhas douradas e exibindo dois socos-ingleses com as palavras "Love" e "Hate" ("amor" e "ódio"). "Mas esse filho da p*** não denunciou a m**** da Klan, o 'alt-right' [movimento de extrema-direita] e esses filhos da p*** nazis". A sua ideia: infiltrar-se na KKK. A dupla está muito bem e faz com que o filme muitas vezes transborde para a comédia pura.

Na última imagem do filme aparece uma bandeira americana invertida, com as estrelas para baixo, o que, algo que, segundo o código da bandeira naquele país, só pode acontecer "como sinal de terrível sofrimento em situações de extremo perigo para a vida ou a propriedade".

Lá pela metade de "The House That Jack Built", filme que marca o retorno de Lars von Trier ao Festival de Cannes, o protagonista está empalhando meticulosamente o cadáver de um menino, rígido e todo coberto de bolhas de sangue, que sorri de forma macabra. Outras duas dezenas fariam o mesmo até o longa terminar. Polemista de plantão, o diretor dinamarquês - que passou seis anos banido de Cannes após ter dito, em 2011, ao fim da sessão de "Melancolia", que entendia os motivos de Adolf Hitler para odiar os judeus - está de volta com um thriller sobre o cotidiano de um psicopata (Matt Dillon).

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