STF abre licitação para proteger Fachin — Mais notícias nacionais

A mais alta instância do Poder Judiciário nacional; o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], atravessa momentos extremamente complicados, em se tratando de supostas ameaças direcionadas a um de seus ministros da Suprema Corte.

O STF publicou edital de licitação para contratar seis seguranças armados para atuarem na casa do ministro Edson Fachin, em Curitiba. Atualmente, são oito e quatro vigilantes, respectivamente. Em julho do ano passado, o efetivo passou de quatro para cinco homens. No início do mês passado, depois de o ministro relatar publicamente ameaças sofridas por sua família, a Corte ampliou para sete a quantidade de seguranças à disposição de Fachin no Estado.

O contrato da empresa que faz a segurança de Fachin vence no fim de junho. O custo estimado é de R$ 1,61 milhão pelo serviço de segurança 24 horas. Eles também devem acompanhar o ministro e familiares em deslocamentos e eventos externos e conduzir veículos sempre que necessário. Em março, a reportagem havia questionado ao Supremo acerca dos critérios de alocação dos seguranças pessoais nos estados e em Brasília, bem como sobre o motivo da redução no quadro de agentes terceirizados no Rio e em São Paulo e o incremento no Paraná. A Corte informou que todos os dados são reservados.

Fachin afirmou em entrevista à Globonews que seus familiares receberam ameaças, embora não tenha detalhado as circunstâncias. A maior preocupação do relator da operação era com a ausência de segurança institucional de sua mulher, a desembargadora Rosana Amara Girardi Fachin, do Tribunal de Justiça do Paraná. O casal tem duas filhas e dois netos.

A Polícia Federal vem contribuindo de modo exponencial, em se tratando das investigações realizadas a partir da abertura de inquérito, além da garantia de integridade de pessoas que estão em postos públicos elevados. Desde então, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, fez reuniões para debater a segurança do magistrado com ele. A medida foi autorizada pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Ao todo, serão contratos sete profissionais de segurança privada.

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