PF pede mais 60 dias para concluir inquérito sobre Temer e ministros

O peemedebista participou do jantar onde ocorreu o acerto, segundo os delatores.

O presidente admitiu o jantar, mas nega que a propina tenha sido tratada.

A PF quer mais tempo para colher depoimentos e realizar diligências.

O pedido foi enviado nesta 3ª (15.mai.2018) ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin.

Nas últimas semanas, os investigadores ouviram pessoas envolvidas no transporte de valores e entrega de dinheiro vivo para o escritório do advogado José Yunes, amigo de Temer. Durante um jantar no Palácio do Jaburu em 2014, teria sido acertado um repasse de R$ 10 milhões à legenda.

O ex-presidente da maior empreiteira do país ainda revelou ter feito 'um acordo' com Padilha para que R$ 6 milhões do total doado fossem repassados à campanha de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao governo do Estado.

O inquérito investiga suposto recebimento de propina pelo grupo político liderado por Temer e pelos ministros palacianos em 2014.

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