Páscoa impulsiona crescimento do turismo

"Face a igual período de 2016, ano em que a Páscoa também se celebrou em março, os números demonstram dinamismo e crescimento sustentado, com os proveitos a crescerem 28% e os hóspedes 12,4%", avança o mesmo comunicado.

Os crescimentos em março comparam com o mês homólogo do ano passado e, como nota o INE, refletem o facto de a Páscoa ter decorrido em março, enquanto em 2017 foi em abril.

O mercado interno foi responsável por com 2,7 milhões de dormidas entre janeiro e março, um aumento de 10,5% face ao homólogo de 2017. No entanto, o mercado externo também reagiu à Páscoa, principalmente o mercado espanhol, "tradicionalmente sensível ao 'efeito Páscoa'", que cresceu uns "expressivos" 75,1% em Março. Isto porque as dormidas de residentes (10,5%) aceleraram, superando o crescimento das dormidas de não residentes (6,4%).

O INE salienta que os resultados foram influenciados pelo efeito de calendário do período da Páscoa, com impacto no final de março.

Quanto a França (8,1% do total de dormidas), registou-se um aumento de 11,8% em Março, superior ao verificado no primeiro trimestre do ano (+11,3%).

No primeiro trimestre do ano, para além do aumento de Espanha, o realce vai para os crescimentos apresentados pelos mercados sueco (+22,8%), norte-americano (+22,3%) e brasileiro (+16,3%).

As dormidas de hóspedes alemães (16,4% do total) apresentaram uma ligeira redução em março (-0,2%), mas desde o início do ano cresceu 1,3%. Nos primeiros três meses do ano, este mercado tinha diminuído 11,7%, "dando continuidade às reduções verificadas desde o segundo trimestre de 2017".

O documento do Gabinete da Secretaria de Estado do Turismo esclarece ainda que "a atividade continua a crescer ao longo de todo o território, com particular destaque para o Alentejo, que cresceu 29,9%, mas também para o Norte, que expandiu 18,9%, e Centro, com 17,4%".

A estada média de 2,64 noites reduziu-se 1,1% devido aos não residentes (-3,2%), já que a estada média dos residentes aumentou 4,7%.

O INE assinalou ainda o aumento da taxa líquida de ocupação-cama (43,0%) em 2,8 pontos percentuais em março (+1,7 p.p. em fevereiro) e que os proveitos totais atingiram os 220,5 milhões de euros (+17,5%) e os de aposento 157,2 milhões de euros (+21,1%), acelerando face a fevereiro (+10,9% e 11,5%, respetivamente). O Norte, Alentejo e Centro foram as regiões com mais crescimento nestas variáveis.

Por outro lado, o rendimento médio por quarto disponível registou também um crescimento notável, de 16,3 euros para 19,3 euros: mais 3 euros por quarto.

Por tipologia, o maior aumento do RevPar foi nas pousadas (+32,1%).

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