MP denuncia ex-vereador por tentativa de homicídio contra manifestante anti-Lula

Na opinião dos advogados Daniel Bialski e João Batista Jr, que representam o empresário Carlos Alberto Bettoni, 'a prisão cautelar decretada, além de muito bem fundamentada, atende os anseios da sociedade e traz segurança para que testemunhas e vítima possam ter tranquilidade para depor em juízo e aguardar o julgamento pelo Tribunal do Júri'. Ambos ainda não se entregaram.

O desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 3ª Câmara de Direito Criminal, negou pedido do ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, conhecido como "Maninho do PT", e o filho dele, Leandro Eduardo Marinho.

A defesa de Marinho disse que "a decisão foi uma surpresa e não corresponde à realidade dos fatos".

A vítima, o empresário Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos, foi agredida por três apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia em que foi expedido o mandado de prisão contra o líder petista. "O próprio laudo pericial acostado nos autos demonstra que não houve tentativa de homicídio". A vítima sofreu traumatismo craniano e ficou internada por 22 dias.

A magistrada disse na decisão que "os réus contaram com a impunidade, que não veio e não virá". "Eles não podem permanecer em liberdade após a prática de um crime doloso contra a vida, praticado de maneira tão covarde". Maninho e o filho reagiram empurrando o empresário, que ao cair bateu com a cabeça no para-choque de um caminhão que passava no local. "Os indiciados, após constatarem que o ofendido estava imóvel e desacordado na rua, dando claras mostras uma vez mais de que o resultado morte lhes era absolutamente indiferente, afastaram-se do local, sem prestar qualquer socorro a ele mesmo estando a poucos metros do Hospital São Camilo situado nas imediações".

Após ser indiciado pela Polícia Civil, há um mês, a defesa do ex-vereador de Diadema disse que ele lamentava o ocorrido.

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