Setor financeiro reduz projeção do crescimento do PIB para 2,51%

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (14).

Para 2019, a projeção do Focus para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,40, ante R$ 3,39 na previsão de quatro pesquisas atrás.

Ao definir a taxa Selic, o BC está mirando na meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%.

O mercado financeiro reduziu também a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,49% para 3,45%, neste ano.

A expectativa do mercado para a inflação em 2018 recuou de 3,49% para 3,45% na semana passada. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Com a inflação em baixa, a tendência é que o Comitê de Política Monetária (Copom) realize mais um corte na taxa básica de juros, que hoje está em 6,5% ao ano. A próxima reunião do Copom acontece nesta terça e quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 6,50% ao ano.

O Focus mostrou que a expectativa é de que a taxa básica de juros seja mantida em 6,25 por cento no encontro de junho. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano.

De acordo com analistas, a alta do dólar ocorre devido à expectativa de aumento mais intenso dos juros nos Estados Unidos, o que o que atrai dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, além das incertezas sobre as eleições no Brasil e a crise na Argentina, com pedido de empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Além de estar de olho no dólar, que encareceu 5,54% nas últimas três semanas, chegando aos R$ 3,60, maior valor em dois anos, o mercado também avalia o risco de um avanço dos preços do petróleo e seu impacto na gasolina, no o diesel e no frete.

- 2018: estimativa subiu de R$ 3,37 para R$ 3,40. Na semana passada, a estimativa era R$ 3,37.

- 2018: estimativa subiu de US$ 55 bilhões para US$ 55,6 bilhões de resultado positivo.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, permaneceu em US$ 75 bilhões.

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