Quatro processos contra Temer

Enquanto ainda tenta se cacifar nas costuras para a união em torno de uma candidatura de centro na disputa pelo Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer (MDB) tem pela frente quatro processos em diversos tribunais pelo país assim que deixar a presidência.

Há atualmente dois inquéritos contra Temer no Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda duas denúncias que foram rejeitadas pela Câmara dos Deputados, mas que podem ser reativadas a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Temer foi denunciado em casos envolvendo a delação premiada da JBS, um por corrupção passiva, outro, por obstrução à Justiça e participação em organização criminosa. Um deles investiga o suposto repasse no valor de R$ 10 milhões da Odebrecht para o então PMDB em 2014, cujo acerto teria contado com a participação de Temer e aliados em uma reunião no Palácio do Jaburu. Os dois casos devem seguir para a Justiça Federal do Distrito Federal, segundo a Folha. Segundo o jornal, o caso deve ser remetido para a Justiça Federal do Distrito Federal ou de São Paulo.

Ao menos 4 processos judiciais esperam Michel Temer se despedir do foro especial no horizonte próximo de seis meses e meio. Antes, qualquer crime cometido por um parlamentar ficava no Supremo.

O emedebista vinha se colocando como possível candidato na corrida presidencial, mas, nas últimas semanas, declarou a integrantes do partido que não deverá se candidatar à reeleição. O seu maior medo, no entanto, é de que as investigações avancem sobre sua família, ainda segundo a Folha.

O primeiro golpe sofrido por ele ocorreu no mês passado, quando a Folha revelou que a mulher do coronel João Baptista Filho, amigo do emedebista, pagou em dinheiro vivo obra na casa da filha do presidente Maristela Temer. Na época, a filha telefonou assustada ao presidente, que fez questão de viajar a São Paulo para dar apoio. Segundo a reportagem, a primeira-dama Marcela Temer reclamou da exposição do filho do casal, Michelzinho de apenas 9 anos.

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