Exploração sexual nas BRs: pontos vulneráveis no Piauí diminuem 61%

O Ceará ocupa a 5ª posição no ranking feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre pontos vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (ESCA) nas rodovias federais. Dos 2.487 pontos identificados no País, 299 estão em território paranaense. Dentre as regiões, a Norte foi a que mais registrou aumento de locais, passando de 160 pontos para 404. Já no Nordeste, o aumento foi de 475 pontos para 644 e no Sul de 448 pontos para 575. O levantamento constatou uma estabilização do número de pontos no Sudeste, e leve redução na região Centro-Oeste. BRASIL No Brasil, 489 pontos foram classificados como críticos, 653 foram considerados de alto risco, 776 de médio risco e 569 de risco baixo, totalizando 2.487 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. "Os pontos mais críticos estão em locais de fácil acesso para crianças e adolescentes, que são as áreas urbanas", disse o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da PRF, Igor de Carvalho Ramos. No biênio 2013/2014 o Estado tinha 14 pontos críticos e não figurava entre os dez primeiros. Depois do Ceará, os estados com maior número de pontos críticos são Goiás (55), Pará (52), Minas Gerais (48) e Paraná (29).

Uma das principais rodovias brasileira, a BR-116 é a que concentra o maior número de pontos de exploração sexual, com 114.

Entre os pontos mapeados é possível verificar que determinados fatores estão presentes na maioria dos pontos elencados pelos policiais rodoviários federais.

No biênio 2013/2014 foram identificados 110 pontos de BRs no Piauí, enquanto na nova pesquisa, para o biênio 2017/2018, foram apontados 43 pontos vulneráveis - o que corresponde a uma redução de 61%.

A Polícia Rodoviária já retirou 4.749 crianças da situação de exploração sexual em pontos em beiras de estradas em todo o Brasil, desde 2005.

Verificando especificamente a exploração sexual de crianças e adolescentes, mais uma vez dos 10 estados com mais pontos críticos, 80% aparecem entre os 10 com maior número de denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes. Os critérios que se destacam no levantamento in loco são a prostituição de adultos, a presença de caminhoneiros, o consumo de bebidas alcoólicas, a aglomeração/estacionamento de veículos, a existência ou não de iluminação e a falta de vigilância. O trabalho de mapeamento dos pontos vulneráveis pela PRF começou em 2004. São 81 locais utilizados para esse tipo de crime em beira de estradas federais no estado. As ações são planejadas e executadas de acordo com o grau de vulnerabilidade, que acaba determinando a forma e a urgência das respostas. A Oscip, criada em 1999 pela rainha Silvia da Suécia, contribui com a PRF na articulação intersetorial (governo, empresas e sociedade civil), com a capacitação do efetivo policial e disponibilização de material didático e de comunicação para divulgação do trabalho de enfrentamento do problema. A iniciativa também é proposta pelo Ministério dos Direitos Humanos, como explicou a secretária Nacional Dos Direitos Da Criança e do Adolescente, Berenice Maria Giannella. O levantamento, ressalta a PRF, é um norteador de políticas públicas e privadas de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes.

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