Donald Trump tenta evitar a ZTE de fechar as portas

Em abril, a ZTE, fabricante de smartphones chinesa, foi proibida de comprar qualquer componente de empresas norte-americanas por, supostamente, ter violado uma sanção comercial imposta ao Irã. Em 2017, após admitir a culpa a ZTE concordou em demitir quatro funcionários sêniores e cortar os bônus pelo menos outros 35.

O presidente norte-americano indicou hoje que está a trabalhar com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, numa solução que permita ao grupo de telecomunicações ZTE, alvo de sanções, "retomar depressa a sua actividade". Devido a esse "tumulto", a empresa anunciou o fim de suas atividades globais.

Trump disse ainda que "muitos empregos foram perdidos na China" devido a esta crise.

Trump em seu perfil no Twitter, disse "O presidente Xi, da China, e eu estamos trabalhando juntos para dar à imensa companhia chinesa de telefones ZTE uma maneira de voltar aos negócios rapidamente".

Na quarta-feira, o grupo chinês de telecomunicações indicou que as suas principais operações foram interrompidas por causa da decisão norte-americana e que a sua sobrevivência estava mesmo ameaçada.

Até o momento nenhuma das partes envolvidas (seja o Departamento de Comércio dos EUA, a Casa Branca, o governo chinês ou a ZTE) se pronunciaram oficialmente e tudo o que temos é o tweet do Trump, mas dada a atual situação entre EUA e China é muito provável que para evitar um cenário que prejudique ambos países e o comércio global por tabela, a ZTE acabe sendo resgatada e volte a realizar comércio com empresas americanas.

Em resposta, em um comunicado oficial, um porta-voz da diplomacia chinesa, Lu Kang, à AFP, elogiou a atitude de Trump, dizendo "Aplaudimos a atitude positiva dos Estados Unidos a respeito da ZTE e seguimos em estreita comunicação com eles".

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