Maioria considerou prisão de Lula como justa, mostra pesquisa CNT/MDA

O antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há mais de um mês, continua à frente das intenções de voto para as eleições de Outubro de acordo com a pesquisa da CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira, 14, no cenário em que aparece como candidato, enquanto o deputado Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança nos cenários sem o petista. Neste cenário sem Lula, a pesquisa considerou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Hadad, [VIDEO] como o candidato do Partido dos Trabalhadores, e ele aparece com 2,3% das intenções de votos.

Jair Bolsonaro: 18,3% Marina Silva: 11,2% Ciro Gomes: 9% Geraldo Alckmin: 5,3% Álvaro Dias: 3% Fernando Haddad: 2,3% Fernando Collor: 1,4% Manuela D´Ávila: 0,9% Guilherme Boulos: 0,6% João Amoêdo: 0,6% Henrique Meirelles: 0,5% Flávio Rocha: 0,4% Rodrigo Maia: 0,4% Paulo Rabello de Castro: 0,1% Branco/Nulo: 29,6% Indecisos: 16,1%. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, registrando 1,7%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2% para mais ou para menos. O código de registro do levantamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-09430/2018.

A pesquisa vai fortalecer, dentro do PT, a posição dos que defendem a manutenção da candidatura Lula, haja o que houver. Contra Ciro Gomes, o deputado tem 28,2% contra 24,2% do pedetista. O nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) não apareceu na pesquisa estimulada.

Álvaro Dias, do Podemos, tem 3% da preferência do eleitorado, enquanto Fernando Haddad, do PT, tem 2,3%. Já o cenário mais favorável para o deputado é contra o presidente Michel Temer, onde aparece com 34,7% contra 5,3%.

O presidente é seguido pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva (Rede) e pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). É um aumento de 5,2% em relação à pesquisa realizada em março de 2018.

Fernando Collor, do PTC, tem 1,4% dos votos.

Já o presidente Michel Temer se mantém com a maior taxa de rejeição, com 87,8%. Apenas 0,3% dos eleitores afirmaram que o emedebista seria o único candidato em quem votaria, e 7,8% afirmaram que seria possível votar nele. Segundo a pesquisa, a maioria dos entrevistados (51%) considerou sua prisão justa, enquanto 38,6% consideraram a detenção do ex-presidente como injusta.

Sendo esse o cenário, tudo indica que Lula, ao insistir na candidatura, aposta na possibilidade de estar em primeiro às vésperas da eleição, mesmo preso e, desse modo, desqualificar o resultado, seja qual for. Em março, eram 83,6% e 10,3%, respectivamente. Os que o consideram negativo são 71,2%, ligeira queda com relação a março, quando 73,3% o avaliaram como ruim ou péssimo. Outros 37,2% acreditam que ficará igual, e 17,9% creem que ficará melhor.

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