Ministro Gilmar Mendes manda soltar Paulo Vieira de Souza

Ex-diretor da Dersa, estatal paulista responsável pelas rodovias, Paulo Preto foi preso em 6 de abril pela 5ª Vara Criminal Federal em São Paulo, a mesma que aceitou denúncia contra ele pelo desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011, durante o governo de José Serra (PSDB).

Desta vez quem se livrou do xadrez pelas mãos do ministro do STF foi Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador do PSDB. Ele foi detido no início do mês pela Polícia Federal em São Paulo. Ele é acusado de operar propina para políticos do PSDB.

O ex-diretor teve 1 habeas corpus negado na semana passada (3.mai.2018) pelo Superior Tribunal de Justiça.

Um dos ministros que é considerado extremamente "polêmico", Gilmar Mendes, muitas vezes uma incógnita, a partir de suas decisões tomadas e que geralmente repercutem intensamente perante à sociedade civil organizada, se manifestou a respeito de sua continuidade como magistrado da Suprema Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], presidido atualmente pela ministra Cármen Lúcia.

Gilmar afirma que a fundamentação da preventiva esconde os "reais propósitos" da medida, o que denotaria desvio de finalidade para a prisão.

Para Mendes, há apenas a palavra de Mércia para embasar as supostas ameaças, o que seria insuficiente para manter Paulo Preto preso. Na decisão, o ministro explica que a prisão preventiva do ex-diretor da Dersa foi decretada a pedido do Ministério Público Federal, em função de "supostas de três supostas ameaças à integridade física da também acusada Mércia Ferreira Gomes", que é ex-funcionária terceirizada da Dersa. "A prisão preventiva é fundada no suposto interesse do paciente em impedir os depoimentos da corré".

O Ministério Público da Suíça informou que R$ 113 milhões foram encontrados em contas ligadas a ele no exterior. Ele contou aos procuradores ter entregue malas de dinheiro diretamente a Paulo Preto, em imóvel que tinha até parede falsa para guardar recursos.

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