Ex-prefeito Fernando Haddad é denunciado por crime eleitoral

São Paulo 247 - Apontado como um dos principiais articuladores do PT e cotado para compor uma eventual chapa presidencial, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad entrou na alça de mira do golpe ao ser denunciado por uso de caixa 2 da ordem de R$ 2,6 milhões durante a campanha de 2012.

"Haddad omitiu informações, bem como inseriu dados inexatos, que não correspondem à realidade", disse Dal Poz.

As acusações contra Haddad foram baseadas na delação do empreiteiro e delator da UTC na Lava Jato Ricardo Pessoa.

A assessoria de imprensa do político foi procurada pela reportagem do G1 e respondeu que o ex-prefeito classificou a denuncia como "um absurdo" e que Haddad irá se defender na Justiça Eleitoral. A pena é de até cinco anos de reclusão. "Podemos afirmar desde logo que não há qualquer [sic] elemento que sugira que os valores tratados por Ricardo Pessoa tenham sido empregados em sua campanha", diz trecho da nota. Todos os interesses da UTC na cidade de São Paulo foram contrariadas pela gestão Haddad. Seu advogado, Luiz Flavio Borges D'Urso, disse que seu cliente "jamais foi tesoureiro de campanha e nunca solicitou qualquer recurso para campanha de quem quer que seja".

A promotoria acusa mais quatro pessoas na mesma denúncia: o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; Francisco Macena, responsável pela contabilidade da campanha, e os empresários e donos das gráficas envolvidas no caso, Francisco Carlos de Souza e Ronaldo Cândido.

"O Sr. Vaccari foi tesoureiro do partido e dessa forma solicitava doações legais para o partido, que eram feitas por depósito em conta do partido, com recibo e com prestação de contas às autoridades".

O valor teria sido renegociado para R$ 2,6 milhões, segundo o promotor, que afirmou ainda que a campanha de Fernando Haddad utilizou notas fiscais inidôneas para prestar contas.

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