Paulo Macedo diz que o sigilo bancário vai continuar em geral

A informação foi divulgada após o fecho do mercado e mostra que a margem financeira do banco público evoluiu 6% em Portugal para 183 milhões de euros.

As provisões e imparidades reduziram-se 88%, passando dos 108 milhões de euros constituídos no primeiro trimestre de 2017 para 13 milhões de euros entre janeiro e março deste ano. "Não iremos aumentar de novo as comissões", afirma. Nas comissões só na CGD Portugal há um aumento de 13,8% - segundo o banco o principal efeito vem do aumento da atividade de seguros (onde há um acordo de bancassurance com a Fidelidade), atividades de títulos e ativos, e "comissões diversas". Os custos de estrutura foram reduzidos em 9,2%, o que indica cortes de 39 milhões em custos totais. Uma redução que foi justificada principalmente por menores custos com o pessoal: passou de 218 para 215 milhões de euros. No final do março contabilizou 7521 trabalhadores. "O que já foi provado é que, se não houver uma alteração da legislação, não há possibilidade de haver fornecimento dessa informação", afirmou Paulo Macedo na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro trimestre, em que obteve lucros de 68 milhões. Paulo Macedo diz que o impacto na CGD será bem menor que isso.

Já o PS considerou que o PSD quer com este processo é penalizar a CGD, considerando que "o PSD não ignora o impacto na CGD se fosse o único banco a revelar a lista dos devedores". Isto apesar dos alertas feitos pela Associação Portuguesa de Bancos e pelos presidentes do BCP e do Santander Totta.

"O que a Caixa não deve ser é discriminada negativamente, senão também os próprios clientes passariam a discriminar a Caixa", frisou Paulo Macedo.

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