PF afasta tese de doação eleitoral na Prato Feito

A operação aconteceu em quatro estados e é resultado de uma investigação da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), que apuram 65 contratos avaliados em R$ 1,6 bilhão. Por essa razão, segundo a assessoria do órgão, ele deverá ser indiciado por lavagem de dinheiro e permanece preso na carceragem do prédio.

Foi deflagrada nesta quarta-feira (9), em 30 municípios do Estado de São Paulo, uma operação para destituir associações criminosas que atuavam para fraudar licitações e desviar recursos públicos da merenda escolar de escolas públicas. O dinheiro desviado era para a compra merenda, uniformes e material escolar. "Nós tivemos registro, ao longo destes anos, do fornecimento de lanche para uma criança de uma bolacha maisena com leite diluído, suco substituindo o leite, além de áudio de empresários que falavam para cortar a carne e fornecer ovos todos os dias para essas crianças", diz a delegada da Polícia Federal, Melissa Maximino Pastor. Sua casa foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da Operação Prato Feito, que pretende apurar desvios de verbas da União para a educação. No total, foram cumpridas 19 ordens judiciais em seis cidades das regiões da Baixada Santista e Vale do Ribeira.

Em 20 outros municipíos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão: Salvador; Brasília; Curitiba; Águas de Lindóia; Sorocaba; Várzea Paulista; Jundiaí; Mogi Mirim; Santo André; Monte Alto; Guarulhos; Cajati; São Roque; Santo Antonio da Posse; Santos; Peruíbe; Socorro; Francisco Morato; Jaguariúna e Boituva. Há indícios de envolvimento de 85 pessoas: 13 prefeitos, 4 ex-prefeitos, 1 vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outras 40 pessoas ligadas à iniciativa privada. "Assim, não há dúvidas de que não se trata de uma mera doação não declarada à Justiça Eleitoral". A operação é coordenada em todo o país e investiga diversos contratos celebrados por cerca de 30 prefeituras na área de educação.

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