Dieese aponta redução no preço da cesta básica em abril

O preço da cesta básica ficou mais baixo em 16 capitais no mês de abril, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse).

A pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos Custo e variação da cesta básica é feita em 20 capitais. A pesquisa também apontou a cesta mais cara no Rio de Janeiro (R$ 440,06), seguida por São Paulo (R$ 434,80), Porto Alegre (R$ 430,29) e Florianópolis (R$ 426,73). Já a mais barata é a de Salvador, onde a compra ficaria por R$ 325,42.

Com base na cesta mais cara, que, em abril, foi a do Rio de Janeiro, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Ao custo de R$ 402,19 em abril de 2017, a diferença em relação ao mesmo período deste ano foi de R$ 23,79. Em contrapartida, aumentaram os do leite integral e do arroz.

Já os itens que apresentaram queda são a Banana (-12,85%), Tomate (-10,54%), Batata (-4,93%), Açúcar (-2,58%), Café (-2,25%) e Óleo de soja (-1,06%). As quedas ficaram entre 2,07% em Florianópolis e 0,27%, em João Pessoa. As maiores quedas aconteceram em João Pessoa (4,02%), Recife (2,73%) e Fortaleza (2,58%), enquanto houve alta em Goiânia (1,49%), Salvador (0,79%), Aracaju (0,77%) e Manaus (0,66%). O valor ficou estável em Goiânia e Manaus e aumentou em Curitiba (0,53%), Recife (1,04%) e Belém (5,41%). As quedas ocorreram em Fortaleza (0,80%) e Salvador (0,29%). O valor médio do feijão retraiu em média 3,39%, do arroz com 1,75% a menos e da manteiga que caiu 1,43%.

Em 12 meses, o produto apresentou taxa negativa em todas as cidades, em especial em Goiânia (-24,79%), Aracaju (-19,91%) e Belém (-19,91%).

Com redução de 7,29%, o tomate foi o produto que mais influenciou no resultado final.

Em abril de 2018, o custo da cesta em São Paulo comprometeu 49,54% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários).

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