Petrobras tem lucro de R$ 6,96 bi no 1º trimestre

As constantes altas no preço dos combustíveis impulsionaram os lucros da Petrobrás, que no primeiro trimestre de 2018 registrou um lucro líquido de R$ 6,96 bilhões.

Este é, segundo a estatal, o melhor resultado trimestral desde o início de 2013, quando a empresa havia lucrado R$ 7,69 bilhões, e também terminou o trimestre com resultados positivos em sua métrica de segurança.

"Este é um resultado certamente bastante positivo e que espelha não apenas o esforço que está sendo feito na empresa nos últimos tempos, e que acontece em todas as áreas, consolidando a recuperação", diz Pedro Parente, presidente da estatal.

Assim, a Petrobras informou nesta terça-feira que seu Conselho de Administração aprovou em reunião na véspera a distribuição de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), no valor de 652,2 milhões de reais, correspondente ao valor bruto de 0,05 real por ação.

O forte aumento no lucro entre janeiro e março é explicado principalmente por um aumento no faturamento, que totalizou R$ 74,460 bilhões (+ 9%), graças ao aumento dos preços internacionais do petróleo: o preço médio do barril aumentou 53%, de US$ 8 no primeiro trimestre de 2017 para US$ 66,8 no primeiro deste ano.

A alta na cotação do petróleo também permitiu que a Petrobras obtivesse margens mais elevadas nas exportações de petróleo e gás natural, assim como na venda de derivados, disse a estatal. Pelos dados divulgados, a empresa fechou o primeiro trimestre do ano com um saldo de 507 mil barris por dia (bpd) de derivados, contra os 489 mil bpd do primeiro trimestre do ano passado. Sem o acordo da Class Action, o índice dívida líquida/ Ebitda ajustado seria de 3,07.

O lucro operacional foi de 17,82 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2018, alta de 25 por cento ante o primeiro trimestre de 2017, com destaque para o início da produção no campo de Búzios, avanço físico na construção de plataformas que serão instaladas no Brasil, crescimento de 4 por cento nas exportações, menores despesas gerais e administrativas e menores gastos com ociosidade de equipamentos. Em relação ao quarto trimestre de 2017, houve queda no volume de vendas de gasolina e diesel, em função da menor demanda, embora tenha havido recuperação do market share no diesel, como consequência dos ajustes de preço implementados no final de 2017.

A empresa reduziu em 4% a dívida líquida para US$ 81,45 bilhões, em relação ao último trimestre.

A empresa também cita a alienação de ativos de Lapa, Iara e Carcará, que geraram um ganho de R$3,2 bilhões.

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