Setor financeiro reduz estimativa do crescimento do PIB em 2018

A expectativa para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, caiu mais uma vez nesta semana.

Na última semana, a projeção ficou estável em 2,75%, após quatro reduções seguidas. A taxa deve acelerar em relação a maio, quando subiu apenas 0,09%, mas no cálculo em doze meses permanecerá abaixo de 3% - piso da meta em vigor. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 2,75% para 2,70%. Segundo o Boletim Focus, do Banco Central do Brasil, o mercado financeiro especula que o PIB cresça em 2,70%, contra os 2,75% registrados na semana anterior.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%.

A persistência do dólar em patamar mais elevado poderá ser a variável-chave para ajuste de futuras projeções para a inflação que pressupõem exercício da política monetária a uma determinada taxa Selic e a determinada taxa de câmbio. Para 2019, a estimativa permaneceu em 4,03%.

De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 em 6,25% ao ano e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano. Mas se encontra no intervalo previsto pelo sistema, estipulado entre 3% e 6%. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018 e de 2019. Este aumento marcaria o início de um novo ciclo, desta vez de alta para os juros básicos. Para o fechamento de 2019, ficou estável em R$ 3,40 por dólar.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit subiu de US$ 45 bilhões para US$ 46 bilhões.

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