Rei da Suazilândia, na África, altera o nome do próprio país

O monarca comunicou a modificação oficial em um estádio durante as comemorações do 50º aniversário da independência do território.

A festa comemora, além disso, os cinquenta anos do monarca, que governa o país desde 1986, quando foi coroado com 18 anos.

A Suazilândia, ou reino de eSwatini, é o país mais pequeno de África e do hemisfério sul, com pouco mais de 1.128.000 habitantes.

De acordo com a BBC, a mudança de nome está a despertar algumas vozes furiosas, que acreditam que a atenção do rei deveria estar focada na recuperação e crescimento económico do país.

O rei da Suazilândia, Mswati III, anunciou que decidiu mudar o nome do seu país para o Reino de eSwatini.

O rei, também chamado de Ngwenyama ou "leão", é conhecido por ter muitas esposas e por suas vestimentas tradicionais.

A Suazilândia é a última monarquia absolutista da África, mas nos últimos anos se observa uma onda de manifestações no país chamando a uma transição para a democracia.

Mswati III vem sendo criticado por ativistas de direitos humanos por banir os partidos políticos do país e também por discriminação contra mulheres.

O novo nome, eSwatini, significa "terra dos Swazis". "Sempre que vamos para o exterior, as pessoas se referem a nós como a Suíça", disse. O seu pai, Sobhuza II, que reinou durante 82 anos, teve 125 esposas. A expectativa de vida é de 54 anos para homens e de 60 anos para as mulheres.

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