Área de refino vale US$ 30 bilhões, estima Credit Suisse — Petrobras

A proposta reduz a participação da empresa no mercado de refino de petróleo. O modelo está ainda alinhado à sistemática de desinvestimentos da empresa, que busca vender ativos para reduzir seu endividamento.

A ideia da Petrobras é vender o controle de dois blocos regionais, no Nordeste e no Sul, cada um com duas refinarias, terminais e dutos de movimentação de petróleo e derivados.

"A proposta destrava investimentos em refino e cria vacina contra possibilidade de intervenção nos preços do petróleo", reforçou o consultor Plinio Nastari, da Datagro, consultoria que acompanha o mercado.

As informações foram comunicadas nesta quinta-feira (19) pela companhia ao mercado e estão em debate em um seminário realizado nesta quinta-feira na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio. "Nesse sentido, acreditamos que o modelo preliminar de parceria proposto pela Petrobras atende de maneira eficiente os riscos importantes", aponta o banco.

As parcerias incluiriam duas refinarias (Abreu e Lima e Landulpho Alves) e cinco terminais no Nordeste, onde a capacidade de processamento é de 430.000 barris por dia (bpd), enquanto no Sul, cuja capacidade de processamento é de 416.000 barris por dia, seriam duas refinarias (Alberto Pasqualini e Presidente Getúlio Vargas) e cinco terminais.

Pelo documento, a Petrobras afirma que enquanto os parceiros controlariam a operação, a empresa manteria a participação de 75% do mercado nacional da empresa, pois continuaria a operação no Sudeste, onde estão localizadas a maiorias das unidades de refino.

A Petrobras propõe ceder 60% aos futuros sócios e ficar com 40% da operação nas quatro refinarias e 12 terminais.

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