Autoridades dos EUA não acusarão ninguém pela morte de Prince

"Sem motivo e sem suspeito identificado", a justiça "não pode iniciar um processo criminal relacionado à morte de Prince", afirmou, numa conferência de imprensa, Mark Metz, o procurador do condado de Carver, que integra a localidade de Paisley Park, onde ficava a casa de Prince.

"Simplesmente não temos nenhuma prova suficiente para acusar ninguém de um crime na morte do Prince", esclareceu-se.

Astro indiscutível do pop e renovador da música negra nos anos 80 graças a discos como "Purple Rain" (1984) e "Sign o' The Times" (1987), Prince morreu em 21 de abril de 2016, aos 57 anos, por uma overdose acidental causada pelo consumo de fentanil, um potente opiáceo.

Um relatório toxicológico, publicado há algumas semanas, mostrou que Prince uma concentração elevada de fentanil, um opióide muito poderoso, no seu sangue: 67,8 microgramas por litro.

"Não há dúvida de que as ações de pessoas a seu redor serão criticadas e questionadas nos próximos dias, mas as suspeitas ou insinuações são categoricamente insuficientes para apoiar a apresentação de acusações", destacou o procurador.

Não obstante, o médico que estava a tratar Prince, Michael Todd Schulenberg, admitiu ter receitado um analgésico a uma pessoa próxima de Prince e disse ter a consciência de que o fármaco era para o cantor.

Schulenberg examinou Prince e lhe proporcionou pastilhas de Percocet, que não tiveram nada a ver com a morte do artista.

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