Trump elogia ataque contra a Síria

Além disso, ele aponta que os EUA tomarão "medidas adicionais, necessárias e apropriadas para promover os interesses nacionais", sem especificar quais ações podem ser tomadas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, tinha avisado na quinta-feira, numa entrevista à televisão nacional francesa, ter provas de que o regime sírio usou armas químicas no ataque a Douma e afirmou que isso constitui uma violação de uma "linha vermelha" que podia levar a ataques ocidentais.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou que foram registrados bombardeios ocidentais contra centros de pesquisa científica, várias bases militares e locais da Guarda Republicana em Damasco e seus arredores.

Em pronunciamento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a investida militar na Síria deve continuar se não houver nenhum progresso ou demonstração de que Bashar al-Assad interrompa o uso de armas químicas.

Duas outras estruturas, uma instalação de armazenamento de armas químicas e um bunker perto de Homs, também foram atingidas pelos mísseis.

Segundo o Pentágono, desta vez foram 105 mísseis lançados contra três alvos no país, contra 59 no ataque anterior.

Os EUA e seus aliados esperam que o ataque mais recente e mais substancial envie uma mensagem mais firme, mas o secretário da Defesa do país, Jim Mattis, reconheceu: os EUA talvez precisem atacar novamente caso Assad recorra a armas químicas.

O ministério da Defesa russo indicou que foram disparados mais de 100 mísseis nas últimas horas sobre a Síria, tendo sido interceptados "um número significativo destes". Mas o governo sírio realizou ofensivas com cloro apenas algumas semanas depois e é suspeito de usar o gás Sarin no início deste mês. O Japão negocia um possível tratado de paz com os russos.

No sábado, a França, os Estados Unidos e o Reino Unido remeteram no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a Síria, que inclui um novo mecanismo de controlo sobre o uso de armas químicas.

"A Rússia vetou seis vezes [no Conselho de Segurança da ONU] a condenação às ações de Assad", acusou o Departamento de Estado norte-americano, denunciando ainda as autoridades russas de não terem cumprido com a promessa em "serem o garante da remoção das armas químicas na Síria".

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que a Rússia também era responsável pelo ocorrido porque fracassou em impedir que ocorresse um ataque com armas químicas.

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