'Tomaremos medidas adicionais, necessárias e apropriadas', diz Trump sobre Síria

Ela também responsabilizou a Rússia por se mostrar indiferente ao ataque químico do regime sírio no Conselho de Segurança da ONU. Assad nega que tenha usado armas químicas.

Pouco antes do amanhecer em Damasco, as explosões começaram a ser ouvidas, com bombardeios que se estenderam por 45 minutos misturados ao barulho dos aviões de combate.

"O fluxo noticioso é, na realidade, melhor do que parecia que iria ser a determinada altura da semana passada porque o ataque foi cirúrgico e seguido de uma retirada".

"Com as suas ações, os EUA pioram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria".

"Quando o nosso presidente esboça uma linha vermelha, ele faz cumprir essa linha vermelha", assegurou Haley.

O encontro na manhã seguinte ao ataque foi convocado a pedido de Moscou, que queria aprovar uma resolução no órgão condenando o ataque coordenado por Washington, Londres e Paris como violação da lei internacional e dos estatutos da ONU. O humor dele foi descrito como "bom", após o país sofrer um ataque com mísseis de Estados Unidos, Reino Unido e França. Mas o governo sírio realizou ofensivas com cloro apenas algumas semanas depois e é suspeito de usar o gás Sarin no início deste mês. "Todos expressaram seu apoio às ações que a Grã-Bretanha, França e América tomaram", acrescentou a primeira-ministra britânica.

Os ataques oferecem ao terrorismo uma oportunidade para se desenvolver no território sírio, apontou o governo iraquiano.

O Japão se posicionou a favor do seu aliado, os EUA, com o primeiro-ministro japonês afirmando que "o uso de armas químicas é uma atitude extremamente desumana, que nós como nação não toleramos". Este massacre foi uma escalada significativa no padrão de uso de armas químicas por parte deste regime terrível. Reiterou que o fim do conflito só poderá ser alcançado pela via política.

Tratou-se de "uma resposta aliada", ressaltou uma autoridade americana que pediu para não ser identificada, "diferentemente dos Estados Unidos quem agiam sozinhos há um ano", nos primeiros ataques ordenados por Trump depois de um precedente ataque químico.

De acordo com a Rússia, a defesa antiaérea síria interceptou 71 mísseis de cruzeiro de um total de 103.

Já o tenente-general Kenneth McKenzie, diretor do Estado-Maior do Pentágono, afirmou que os ataques aéreos foram "um sério golpe" à Síria.

Lembrando que o ataque desta madrugada visou a capacidade de armamento químico da Síria, o MNE refere que os bombardeamentos foram feitos por "três países amigos e aliados de Portugal, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido".

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