Rússia e Síria alegam questões de segurança, diz OPAQ

A delegação britânica na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) denunciou nesta segunda-feira que a equipe de analistas enviada à Síria "não foi autorizada a acessar" a cidade de Duma para investigar o suposto ataque químico ocorrido na semana passada.

Segundo o oficial sírio, os investigadores da OPAQ iriam iniciar o seu trabalho em Douma, perto da capital da Síria, no domingo.

Depois disso, a própria OPAQ esclareceu que a equipa não pôde entrar em Douma por "questões de segurança" alegadas pelas autoridades russas e sírias.

O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayzal Mokdad, afirma que as missões devem ser realizadas "com transparência e neutralidade" e os investigadores em Damasco tiveram diversas reuniões com os funcionários do regime para discutir com serão feitas as operações.

Em retaliação aos supostos ataques químicos ocorridos em Duma no início do mês, os Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13).

"Rejeito completamente, trata-se de novas invenções por parte dos nossos colegas britânicos", disse o representante de Moscovo, argumentando que o acesso dos inspetores foi sim dificultado pelas consequências do ataque "ilegal" conduzido no sábado passado pelos Estados Unidos (EUA), com o apoio dos aliados França e Reino Unido, contra a Síria.

Os últimos combatentes rebeldes de Douma abandonaram no sábado a cidade em ruínas, no âmbito de um acordo de rendição assinado a 9 de Abril, dois dias depois do ataque químico. "Receamos que eles o tenham alterado, com a intenção de frustrar os esforços da missão da OPAQ para realizar uma investigação eficaz", declarou o embaixador norte-americano junto da organização, Ken Ward.

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