Prévia do PIB do Banco Central registra alta de 0,09% em fevereiro

O mercado financeiro reduziu novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018.

Recuperando-se da queda de 0,65% registrada no primeiro mês do ano, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), está com ajuste sazonal registrando um avanço de 0,09% na passagem de janeiro a fevereiro de 2018, também ficando acima da expectativa do mercado que apontava alta de 0,03% na comparação mensal.

O valor continua abaixo da meta central da inflação do Governo Federal, estipulada em 4,5%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,83%.

Comparada com fevereiro do ano passado, a preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) oficial, mostrou crescimento de 0,66% enquanto os analistas de mercado esperavam por um avanço de 0,80%. Na semana passada, o Ministério da Fazenda manteve sua expectativa em 3,0%. Para o ano que vem, também houve manutenção em R$ 3,39.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 55 bilhões para US$ 55,8 bilhões de resultado positivo.

O Boletim Focus também reduziu a expectativa para o IPCA de 2019, o valor antes registrado em 4,09% passou para 4,07%. Em um ambiente de inflação e juros baixos, mas com desemprego em alta e mercado de trabalho ainda baseado na informalidade, as vendas varejistas encolheram 0,2 por cento em fevereiro, enquanto o setor de serviços teve crescimento inesperadamente fraco de 0,1 por cento.

A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8% ao ano.

O fraco desempenho do IBC-Br nos 2 primeiros meses de 2018 dá novo impulso para dúvidas sobre os efeitos reais da queda de juros promovidas pelo Copom (Comitê de Política Monetária) desde 2016. A taxa básica média de 2019 foi de 7,18% para 7,20%, ante 7,68% de um mês atrás.

Segundo publicado pela Agência Reuters, o grupo de economistas que mais acerta as projeções, o Top 5, analisa que a Selic vai subir menos do que o esperado até então em 2019.

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