Ciro: 'Estamos cansados de saber que o PT não apoiará ninguém'

O pré-candidado a presidente Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta segunda-feira (16) não acreditar que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), segundo colocado nas pesquisas eleitorais, tenha fôlego para manter o desempenho quando começar a campanha começar. Ele tem sido considerado como um nome que os petistas poderiam vir a apoiar.

"O projeto do PT não é, definitivamente, o meu", ressaltou.

Ciro, que pediu autorização judicial para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, enfatizou que não tratará de política com o petista e que pretende visitá-lo como "velho camarada de mais de 30 anos".

Ele afirmou a jornalistas que não trocará uma palavra sequer com Lula - caso a visita ocorra - sobre política e sobre uma eventual costura do PT a candidatura pedetista.

No entanto, Ciro faz questão de endurecer o discurso em público e diz que "não era obrigado" a estar no evento de Lula, já que estava em um compromisso pré-agendando no exterior.

Apesar da proximidade, Ciro não espera herdar o apoio nem os votos do petista.

Em Minas, o presidenciável do PDT disse torcer pelo ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB) e pelo governador Fernando Pimentel (PT), ambos pré-candidatos.

O pré-candidato também comentou a última pesquisa eleitoral do DataFolha, que lhe deu um crescimento sem a inclusão da presença de Lula no cenário.

Ciro também falou sobre a ascensão do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa.

Ciro afirma, porém, que o lugar ocupado por Barbosa já existia em cenários anteriores da corrida ao Planalto, referindo-se ao apresentador Luciano Huck, por exemplo. "Na democracia a gente se apresenta e as pessoas querem ouvir o que seremos capazes de produzir para eles", disse.

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