Há um mês da morte de Marielle, torcida do América presta solidariedade

A vereadora ficou conhecida como militante do movimento negro e de direitos humanos.

Mulher negra que denunciava o racismo na sociedade brasileira e mãe solteira, Marielle Franco surpreendeu muitos ao ser eleita vereadora em 2016. Ela havia feito recentemente denúncias de violência policial contra moradores de favelas no Rio.

Num episódio até hoje ainda por esclarecer, peritos concluíram que as balas que mataram Marielle e o motorista eram de um lote pertencente à Polícia Federal, o UZZ18, e teriam sido alegadamente desviadas da corporação por um funcionário.

Um mês depois do assassinato da Marielle Franco, a gente não teve ainda uma resposta de Estado sobre quem matou Marielle, quem mandou matar Marielle.

Grande parte dos homicídios de defensores de direitos humanos não são investigados, não são responsabilizados e essa impunidade nos casos de homicídios de defensores de direitos humanos acaba gerando um processo de ampliação do medo, um processo de silenciamento, de desmobilização e a gente não pode deixar isso acontecer, afirmou Nader.

No dia 14 de março, foi assassinada a tiros quando saia de um evento em direção a casa. Um carro emparelhou com o que ela estava, junto com o motorista e uma assessora, e fez vários disparos.

Para além da exigência de justiça para Marielle e Anderson, os actos marcados para este sábado contemplam também a reivindicação da liberdade de Lula da Silva, que se encontra preso há uma semana, e visam denunciar o avanço dos sectores da direita no país sul-americano, que fazem dos negros e dos pobres alvos a abater. "É um crime contra a democracia, nós não vamos sossegar enquanto o assassino e o mandante não forem descobertos", disse.

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