Rússia diz possuir 'provas irrefutáveis' da encenação química na Síria

Segundo a organização, seus principais doadores são a Fundação de Resgate Mayday (financiada pelo Reino Unido, Dinamarca, Holanda e Alemanha) e a empresa Chemonics, com sede em Washington.

Uma equipe da OPAQ deveria começar neste sábado em Duma, perto de Damasco, a investigação sobre o suposto ataque químico de 7 de abril. A oposição síria e vários países acusam o regime de Bashar al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco e Moscovo negam. A Rússia também chamou de "montagem" o alegado uso de agentes tóxicos e insiste que os especialistas da OPAQ realizem uma investigação no local.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

"Com base nas informações recolhidas pelos nossos serviços e na ausência até à data de amostras analisadas por laboratórios nossos, França considera, para lá de dúvida possível, que um ataque químico foi perpetrado contra civis em Douma e que não há outro cenário plausível que ter sido um ataque das forças sírias", lê-se no relatório, citado na imprensa francesa. Damasco censurou o ataque em termos de resolução e pediu apoio da comunidade internacional. Esta terça-feira, a Casa Branca emitiu um comunicado em como nem o presidente Donald Trump nem a primeira-ministra britânica Theresa May deixariam que os ataques químicos continuassem a ocorrer.

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