No Peru, Michel Temer diz ter 'profunda preocupação' com ataques na Síria

"Manifesto profunda preocupação do Brasil com a escalada do conflito militar na Síria", disse, ao defender a adoção de "soluções duradouras" para o problema no país.

Ao discursar hoje (14) na 8ª Cúpula das Américas, realizada em Lima, no Peru, o presidente Michel Temer destacou a importância do tema escolhido para o encontro deste ano: o combate à corrupção. "Já é, pensamos nós, passada a hora de se encontrarem soluções duradouras, baseadas no direito internacional, para uma guerra que se estende há tempos demais, e um custo humano elevado também demais", disse o presidente durante discurso na cúpula. "É urgente que todos os envolvidos se engajem em abordagem abrangente e concertada, capaz de fazer cessar tanto sofrimento", completou Temer. "Condenamos, naturalmente, o uso de armas químicas, que é inaceitável".

"O México reitera a sua condenação mais ampla do uso de armas químicas".

O presidente brasileiro reiterou que a rejeição ao uso de armas químicas não é simplesmente uma posição de governo, mas uma questão de Estado e enfatizou que a Constituição brasileira também proibe o uso de armas ou energias nuclelares para fins não pacíficos.

Presidente do Brasil defendeu solução diplomática para o conflito. Segundo informações de autoridades militares dos EUA, os ataques atingiram um centro de pesquisa científica com uma pista de decolagem de aviação localizado em Damasco, capital síria, uma instalação de armazenamento de armas químicas em Homs, onde supostamente estaria a reserva de gás Sarin do regime do ditador Bashar al-Assad, e outra instalação próxima e com a mesma função, que continha também um posto de comando da Guarda Revolucionária da Síria.

Nesta sexta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque conjunto com França e Reino Unido contra a Síria.

O documento só conseguiu o apoio de três representantes do Conselho (Rússia, Bolívia e China), enquanto quatro se abstiveram (Peru, Cazaquistão, Etiópia e Guiné Equatorial).

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