Maioria vê como justa prisão de ex-presidente Lula

O Datafolha ouviu 4.194 pessoas entre 11 e 13 de abril em 227 municípios. O ex-governador paulista tem 6% e o ex-ministro 8%.

Os diretores do Instituto Datafolha, Mauro Paulino e Alessandro Janoni, dizem que a pesquisa mostra redução de quatro pontos percentuais nas mensões espontâneas ao Lula (quando não são apresentados os candidatos), em relação à pesquisa de janeiro.

Nos cenários com Lula fora do páreo, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparecem empatados na liderança. Tecnicamente empatado portanto como ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (filiado ao PSB e potencial presidenciável), que tem entre 9% e 10% das declarações de apoio, e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, cujas intenções de voto variam de 7% a 8%. Barbosa oscila entre 9 e 10%.

O PT informa que registrará a candidatura de Lula no próximo dia 15 de agosto, seguindo o calendário eleitoral do TSE. Nesses cenários, Marina Silva aparece em segundo lugar e Joaquim Barbosa em terceiro. Os três registraram nesse cenário 5% da preferência, cada um, desse eleitorado. A condenação em segunda instância, no entanto, faz com que ex-presidente se enquadre na Lei da Ficha Limpa.

Em janeiro, uma fatia de 53% achava que Lula iria à disputa -dessas, 32% apostavam que "com certeza" ele seria candidato. Completam o cenário, Alvaro Dias (Podemos): 3%; Manuela D'Ávila (PC do B): 2%; Fernando Collor de Mello (PTC): 1%; Rodrigo Maia (DEM): 1%; Henrique Meirelles (MDB): 1%; e Flávio Rocha (PRB): 1%.

Menos conhecidos do eleitorado, os dois nomes cotados no PT para substituir Lula se ele desistir da candidatura têm desempenho fraco. Tendo Haddad como candidato do PT, Temer aparece com 2% das intenções de voto, mesmo porcentual do concorrente petista.

Paulino e Janoni informam que essa tendência se repete nas intenções de voto estimuladas, com a apresentação dos candidatos.

O Datafolha também analisou cenários em que Temer disputa a reeleição.

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