Lula da Silva recebe primeira visita de familiares na cadeia

No acampamento armado pelos apoiadores do petista, a sexta-feira transcorreu com tranquilidade.

Os motivos são os transtornos causados aos moradores do bairro Santa Cândida, onde fica a sede da PF, além de problemas de segurança devido a manifestações pró e contra Lula nas ruas próximas ao local, que tem levado a constantes reclamações dos residentes.

A procuradora disse ainda ser necessário restabelecer " a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população". Esta é a segunda requisição nesse sentido, já que na última quarta-feira (11), o Sindicato dos Delegados da Polícia Federal do Paraná (Sindpf-PR) solicitou a transferência de Lula ao superintendente da corporação no estado, Maurício Valeixo.

"O Município de Curitiba já exauriu as providências administrativas e judiciais para o cumprimento da ordem judicial, mas não tem atribuição legal para o seu cumprimento, dependendo da Polícia Militar para tanto", afirma.

Ainda segundo os manifestantes, eles estão "instalados pacificamente em área pública".

O ex-presidente está preso em uma sala especial de 15 metros quadrados, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância.

A PF decidiu que o ex-presidente poderá receber parentes de primeiro e segundo graus sempre às quintas-feiras. Já a coleta dos resíduos gerados pelos manifestantes está sendo feita sem problemas, com o depósito em local combinado com os líderes da ocupação. O acampamento também enfatiza que está cumprindo os acordos coletivos de silêncio depois da 22h às 7h e que cerca de 80 pessoas fazem a limpeza todas as manhãs. "Realizamos uma carta aos moradores, onde reafirmamos nosso pedido de desculpas pelo transtorno, mas não somos responsáveis pelas violações, pela violência de sábado, esta sim precipitada pela Polícia Federal, nem pela arbitrariedades que estão sendo cometidas contra o presidente Lula".

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