EUA prometem novo ataque caso Síria volte a usar armas químicas

A diplomata reafirmou que o presidente sírio Bashar Assad é o responsável pelo suposto ataque com armas químicas, há uma semana, em Douma e que a operação realizada por EUA, Reino Unido e França visou poupar a população síria do uso de tais armas.

Nações Unidas, Nova Iorque, 14 abr (Lusa) - Os Estados Unidos estão prontos a agir novamente caso exista um novo ataque químico na Síria, assegurou hoje a embaixadora norte-americana junto da ONU, Nikki Haley, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

Em outra postagem, o presidente exaltou o Exército dos Estados Unidos. E esse falhanço deve-se sobretudo à obstrução da Rússia.

Ela também usou palavras semelhantes às usadas pelo Pentágono na descrição do ataque, lembrando que a estratégia americana na Síria não mudou.

François Delattre, embaixador da França, lembra que a Síria violou sistematicamente as obrigações sobre armas químicas.

A embaixadora dos EUA mencionou que a Rússia vetou por seis ocasiões resoluções pelo banimento de armas químicas, e acusou Moscou de promover uma campanha de desinformação sobre a atual situação do conflito sírio.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, abriu a reunião com um pedido por uma ação "de acordo com a carta da ONU".

De recordar que de madrugada Estados Unidos, França e Reino Unido lançaram o ataque aéreo contra alvos militares em Damasco e em Homs, alegadamente fábricas onde se produziriam armas químicas e armazéns para os guardar. O porta-voz do ministério, Hua Chunying, disse que qualquer ação militar que contorne o Conselho de Segurança da ONU viola os princípios e normas básicas do direito internacional.

"O ataque contra a Síria nesta manhã é um crilme".

"Há um ano afirmei que Israel dava seu apoio total à decisão do presidente Donald Trump de se mobilizar contra o uso e propagação de armas químicas", disse o premier em comunicado, garantindo que continua a defender o mesmo posicionamento.

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