Companhias aéreas alertadas para possível ataque à Síria em 72 horas

"Hoje, os Estados Unidos, juntamente com a Grã-Bretanha e a França, cometeram um ato de agressão contra a República Árabe da Síria, numa flagrante violação da Carta da ONU, infligindo grandes ataques com mísseis no seu território".

Mais de 40 pessoas morreram no sábado num ataque contra a cidade rebelde de Douma, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas. Mais de cem mísseis de cruzeiro, aéreos e marítimos, foram lançados.

O Exército sírio não pôde ser encontrado de imediato para comentar. "Ainda não temos um número exacto de vítimas", refere o comunicado, divulgado hoje no site oficial do governo russo.

Nenhuma outra fonte confirmou que se tratasse de um bombardeio com armamento químico; e tanto Damasco como Moscou negaram o uso deste tipo de armas em Duma. "Há todos os motivos para acreditar que o objetivo do ataque foi obstruir o trabalho dos inspetores". Em uma reunião de gabinete, o governo do Reino Unido chegou ao consenso de que a primeira-ministra Theresa May deve continuar trabalhando com seus aliados Estados Unidos e França para "coordenar uma resposta internacional" a um suposto ataque com armas químicas contra civis na Síria no último sábado.

Na segunda-feira, o diretor-geral da OPAQ, Ahmet Uzumcu, anunciou que a organização fez uma "análise preliminar das informações" sobre o ataque e uma equipa de investigadores estava a tentar reunir mais elementos "para determinar se foram utilizadas armas químicas".

Essa decisão está sendo consultada com a França e o Reino Unido; que também insistiram na terça-feira, no Conselho de Segurança convocado de urgência por este caso, na necessidade de atuar; uma vez que a Rússia não permite ações respaldadas por esse organismo da ONU.

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