Rússia: Mísseis de Trump poderiam destruir evidências de ataque químico

O Revista Brasil desta quarta-feira (11) entrevistou o professor de Relações Internacionais da Universidade Mackenzie, Arnaldo Francisco Cardoso, sobre a possibilidade de ataque das forças americanas à Síria e a ameaça da Rússia de intervir no conflito.

A porta-voz do Ministério, Maria Zakharova, se manifestou pelo Facebook, perguntando se os investigadores especializados em armas químicas foram advertidos de que "todas as evidências" do ataque serão destruídas e ainda questionou se esse é o objetivo dos mísseis.

Trump advertiu, ontem, que "os mísseis chegarão" à Síria em resposta aos supostos ataques químicos realizados em 7 de abril e apesar do risco de um confronto com a Rússia, aliada de Damasco.

"A Rússia prometeu destruir todos e quaisquer mísseis disparados contra a Síria. Prepare-se, Rússia, porque chegarão lindos, novos e 'inteligentes'!", tuitou o presidente americano.

A autorização dos ataques ocorre uma semana após relatos de ONGs da Síria de um ataque químico a civis na cidade de Douma, reduto rebelde próximo de Damasco.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram mais de 100 mísseis contra a Síria e um "número significativo" foi interceptado pela defesa aérea local, informou, neste sábado, o ministério russo da Defesa. "Estamos convencidos de que a utilização de armas químicas em Duma foi inventada e não pode ser utilizada como pretexto para recorrer à força", afirmou o Kremlin.

A oposição síria e vários países acusam o regime de Al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que o ataque foi encenado com a ajuda de serviços especiais estrangeiros.

A OPAQ anunciou na terça-feira que vai enviar "em breve" uma equipa de peritos para a Síria para investigar o alegado ataque químico contra Douma.

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