Putin avisa Macron sobre qualquer "ato irrefletido e perigoso" na Síria

No entanto, Trump não se deixou abalar: "Prepare-se, Rússia", escreveu em sua conta no Twitter.

A controvérsia também se dá na sequência de uma reunião em Ancara entre os presidentes russo, Vladimir Putin; iraniano, Hassan Houhani; e turco, Recep Tayyip Erdogan, no início do mês, para buscar um caminho para a paz na Síria.

"A Rússia promete derrubar todos e quaisquer mísseis lançados contra a Síria. Vocês não deveriam ser parceiros de um animal que usa gás para matar o seu povo e gosta disso", afirmou o presidente norte-americano.

Em fevereiro, Israel já tinha atacado a base militar T-4 em uma ofensiva contra posições do exército sírio e de forças iranianas enviadas para a Síria, onde apoiam o regime de Bashar al Assad em sua guerra contra os rebeldes e os extremistas. Os governos sírio e russo negam que tenha havido ataque com o gás tóxico.

No último fim de semana, entre 70 e 100 pessoas morreram na cidade de Duma, região da Ghouta Oriental, em um suposto ataque químico.

Além disso, segundo fontes de alto escalão da Casa Branca, representantes da administração dos EUA estão planejando realizar um ataque conjunto com França e Reino Unido. A tensão cresceu, com o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmando que há evidências de ataque químico, e a convocação pela premier britânica, Teresa May, do Parlamento para discutir uma resposta.

A Rússia bloqueou, no Conselho de Segurança, resolução proposta pelos Estados Unidos para abrir investigação sobre os ataques químicos na Síria, aumentando a possibilidade de uma ação militar de Washington contra o regime de Damasco.

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