Embaixador da Rússia nos EUA diz que haverá consequências

O professor destaca a fala da representante dos EUA na ONU, Nikki Haley, na última reunião do Conselho de Segurança: "O mundo quer ver a justiça sendo feita", dita no contexto do uso de armas químicas proibidas internacionalmente.

Durante o dia de ontem, o Presidente russo, Vladimir Putin, tinha desaconselhado o homólogo francês, Emmanuel Macron, de qualquer "ato irrefletido e perigoso" na Síria, avisando que poderia ter "consequências imprevisíveis".

"A Rússia prometeu destruir todos e quaisquer mísseis disparados contra a Síria".

A proposta, que será discutida na próxima semana na câmara baixa do Parlamento, prevê ainda que as empresas norte-americanas sejam proibidas de participar na privatização de companhias russas e que os Estados Unidos e a Rússia deixem de cooperar em áreas como a energia atómica e a produção de aeronaves.

Para além dos Estados Unidos, o Reino Unido e a França atribuem publicamente o ataque ao regime de Bashar al-Assad.

O ataque foi realizado na véspera de uma investigação internacional na cidade afetada.

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado norte-americano referiu ainda na mesma ocasião que não existiam opções fora da mesa. "Há uma proposta para começar com a destruição de armas químicas".

"Tudo não passou de uma encenação" - foi assim que o ministro dos Negócios Estrangeiros russo voltou a referir-se ao alegado ataque químico em Douma, na Síria.

A organização, que recebeu um convite oficial do regime sírio para investigar no terreno, "pediu à República Árabe Síria para desencadear os procedimentos necessários para a deslocação", anunciou a OPAQ em comunicado.

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