"A Guerra Fria está de volta", diz António Guterres

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou nesta sexta-feira (13), durante uma reunião do Conselho da Organização para discutir as tensões na Síria, que "a Guerra Fria voltou". No entanto, estes incluem não apenas conflitos regionais, como a divisão entre xiitas e sunitas, ou o conflito palestino-israelense, e também o confronto entre a Rússia e o Ocidente.

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada a pedido da Rússia e, mais uma vez, os russos negaram a existência de 2qualquer ataque com armas químicas à cidade de Douma no sábado passado.

Como enfatizou, não haver impunidade será incentivar a continuação do uso de armas proibidas e enfraquece toda a arquitetura internacional de não-proliferação daquele tipo de armamento.

Enquanto o mundo perguntava se o que está a acontecer com a prometida resposta militar americana a um ataque químico na Síria era a calma antes da tempestade ou o ganhar tempo para uma solução não-militar, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a todos os países para que "ajam com responsabilidade nestas circunstâncias perigosas" para "evitar que a situação fique fora de controlo".

"As crescentes tensões, e a incapacidade de alcançar compromissos para estabelecer um mecanismo de responsabilização (sobre o uso de armas químicas na Síria), ameaçam conduzir a uma total escalada militar", disse.

A Rússia, por outro lado, afirma que o incidente na localidade síria foi uma farsa e alega possuir "dados irrefutáveis" que confirmam a sua versão, como afirmou nesta sexta o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

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