Sindicato da Polícia Federal do Paraná pede transferência de ex-presidente Lula

Defensores de Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT) permanecem acampados nas proximidades da delegacia de polícia em Curitiba desde o último dia 7 de abril, quando Lula chegou à cidade; a sede é cercada por um perímetro de segurança em que participam vários agentes da Polícia Federal.

Também na tarde de hoje, a Executiva Nacional do PT divulgou nota oficial em que afirma que continuará as mobilizações em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância, o ex-presidente está preso em uma sala especial de 15 metros quadrados. Ela afirma que ouviu do diretor executivo da PF, Roberval Vicalvi, que o ex-presidente está impaciente e não demonstrou disposição em receber visitas no momento.

As pessoas que precisam de serviços da Polícia Federal, como retirar passaportes, têm que apresentar comprovantes aos policiais militares que fazem as barreiras previstas no local. Só os advogados podem visitar os seus clientes nos restantes dias. Foram foram declarados indisponíveis ainda os bens de Paulo Okamotto, do Instituto Lula e da L.I.L.S., empresa de palestras do petista, em processo que corre em segredo de justiça. Lula não deve ver os filhos nesta quarta-feira (11), para evitar que parentes do ex-presidente não encontrem familiares dos delatores dele, por exemplo, ex-ministro Antonio Palocci e o empreiteiro Léo Pinheiro. Lá dentro, Flávio Dino foi o porta-voz da comitiva e fez o pedido de visita ao superintendente substituto e a um delegado. Apenas Jackson e Pimentel ainda não chegaram na PF em Curitiba. A escolha da quentinha que vai para Lula seria aleatória. Com a recusa, os governadores deixaram uma carta informando à Lula que estiveram no local. Seu advogado, Cristiano Zanin, é quem recebe todo o material. Ele ainda não foi ao local.

De qualquer forma, uma eventual transferência teria que ser autorizada por Sérgio Moro. Em frente ao cordão de isolamento, partidários do petista, membros de movimentos sociais e de sindicatos montaram um acampamento, apelidado de "Lula Livre", onde acontece uma série de atividades políticas e culturais.

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