Santander lança 1º serviço de transferência internacional com blockchain

One Pay FX, que usa a tecnologia blockchain da Ripple para reduzir o custo e o tempo de espera associados a transferências internacionais, será aberto inicialmente para os titulares de contas do Santander na Espanha, Brasil, Polônia e Reino Unido, de acordo com a empresa. A funcionalidade está disponível no Brasil, na Espanha, no Reino Unido e na Polônia, e deverá ser estendido a outros países nos próximos meses. O aplicativo, além de ser mais rápido que métodos tradicionais de transferência internacional, mostra a quantidade exata de dinheiro que chegará ao destinatário.

Por enquanto, os clientes serão isentos de tarifas nas transferências feitas por este canal.

-Acreditamos que a tecnologia não é um fim, mas um meio de oferecer soluções para facilitar o dia a dia das pessoas.

O produto também é resultado da próspera parceria entre Ripple e Santander, que através do seu braço de capital de risco, InnoVentures, investiu US$4 milhões na primeira rodada de financiamento da Ripple, ocorrida em 2015.

O programa utiliza a tecnologia xCurrent da Ripple, uma rede criada para transações internacionais instantâneas baseada em blockchain. Funcionários do Santander no Reino Unido já utilizam a tecnologia como teste desde 2016.

Inicialmente, o serviço poderá ser usado por clientes do segmento Select do Santander para envio de libras esterlinas ao Reino Unido. Clientes dos demais segmentos terão acesso ao serviço até o final do semestre.

O plano do Santander é de que, na segunda metade de 2018, seja possível enviar quantias do Brasil a qualquer país da União Europeia, e que em 2019 seja possível enviar valores em dólares a destinatários dos Estados Unidos e receber transferências de outros países na conta Santander aqui no Brasil.

"O serviço de remessas internacionais segue um mesmo modelo há séculos: como não há um sistema centralizador, o dinheiro circula de banco para banco, e não é possível saber nem o prazo e nem a tarifa total que será cobrada até o destino". O limite é de US$ 3 mil por transação. "O que queremos agora é desmistificar o câmbio, que deveria ser tão simples quanto uma TED (transferência eletrônica direta), só que com a conversão da moeda no caminho", explica Geraldo Rodrigues Neto, superintendente executivo de Segmentos e Produtos para Pessoa Física do Santander Brasil.

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