PF realiza operação Encilhamento contra fraudes de R$ 1,3 bilhão na Previdência

Policiais Federais e auditores-fiscais da Receita Federal cumprem 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás. O objetivo era ter operações no Brasil apra fazer concorrência com a B3. Já Maurício Pinto foi intimado para prestar depoimento.

Foi a segunda vez que a PF esteve em Jundiaí em 34 dias - em 9 de março, ela fez buscas na chácara de Luiz Appolonio Neto, sobrinho do ex-ministro Delfim Netto, na 49ª fase da operação Lava Jato, denominada "Buona Fortuna".

Na terça-feira, um grupo de governadores esteve na capital paranaense para visitar Lula, mas foi impedido por decisão da juíza federal substituta Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que citou determinação anterior, feita pelo juiz Sérgio Moro na ficha individual do petista, segundo a qual nenhum privilégio foi concedido ao ex-presidente.

A Polícia Federal deflagrou hoje (12) a operação Encilhamento para apurar fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de Previdência municipais em fundos de investimento que contêm, entre seus ativos, debêntures sem lastro, emitidas por empresas de fachada. As remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes.

Conforme a força-tarefa, em 2010, mesmo ano da fundação da ATG, Arthur Machado constituiu o fundo de investimentos em participação Eletronic Tranding Brazil (FIP ETB), para angariar recursos na "nova bolsa". Ele recebeu cerca de R$ 1 milhão, segundo as investigações.

Em 2013, mostra a investigação, o Serpros começou a adquirir cotas do FIP ETB, realizando até 2015, o aporte total de R$ 72 milhões no fundo de investimento.

A ação, liderada pelo Ministério Público Federal (MPF), investiga suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina para gestores dos fundos de pensão dos Correios (Postalis) e do Serpro, empresa pública de tecnologia da informação.

Edition: