Embaixador russo na ONU nao descarta guerra se EUA atacarem a Síria

Palavras aos jornalistas do embaixador russo nas Nações Unidas, que alertou Washington para o risco de uma ação militar na Síria. "A prioridade imediata é evitar o perigo da guerra".

"A nossa análise mostra um aumento dos riscos estratégicos devido à deterioração da governação em regiões que já estão em dificuldades e revela também uma perspetiva mais combativa por parte dos governos face ao risco", afirmam os analistas, notando que "os governos populistas aumentaram o potencial para a dissidência interna, bem como para o conflito transfronteiriço, resultando em eventos violentos que afetam áreas mais vastas".

O que esperar de Trump?

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou tomar uma ação militar contra a Síria em resposta a um suposto ataque de armas químicas na cidade síria de Duma.

Andrei Krasov, vice-presidente da Duma (Câmara Baixa do Parlamento) disse hoje à agência estatal RIA Novosti que a Rússia encara o possível ataque aéreo contra a Síria "não apenas como uma agressão, mas sim como um crime de guerra da coligação internacional".

Vários responsáveis russos têm avisado nos últimos dias que, na eventualidade de um ataque pelos norte-americanos, os mísseis serão destruídos e os locais de lançamento atacados caso os militares russos no país sejam ameaçados.

A crise na Síria, que tende a piorar após os ataques com armas químicas pelo ditador Bashar al-Assad, levou o canal da TV estatal da Rússia a fazer um anúncio alarmista. O próprio Trump, uma vez mais via Twitter, escreveu que a situação está a um nível nunca visto, "e isso inclui a Guerra Fria".

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