Dez por cento da população concentra 43,3% dos rendimentos do país

Ainda de acordo com os dados, o valor médio recebido por 1% mais rico da população, cerca de R$ 27.213,00, é 36 vezes maior que o rendimento de 50% mais pobres.

Uma pesquisa divulgada na última quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), através da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), revelou que houve uma queda da ordem de 5,63% na renda média do piauiense.

Já a renda média do brasileiro passou de R$ 1.285 (2016) para R$1.271 (2017). A região Sul, por sua vez, teve o maior rendimento médico, com 1.567 reais.

A pesquisa mostrou que os brasileiros ficaram mais pobres entre os anos de 2016 e 2017, quando a renda média das pessoas que possuem rendimentos caiu de R$ 2.124,00 para R$ 2.112,00. As regiões Norte, com 810 reais, e a Nordeste, com 808 reais, apresentaram os menores valores.

No que se refere ao índice de Gini, que mede a desigualdade da distribuição dos rendimentos, o IBGE informou que o rendimento médio mensal real 'per capita' no Brasil ficou em 0,549 em 2017.

Já a população ocupada que tinha rendimento proveniente de algum tipo de trabalho recebeu, em média, R$ 2.178, o que também foi menos do que os R$ 2.223 recebidos no ano anterior. No caso do Piauí, diminuiu de R$ 1.367,00 para R$ 1.290,00 no período 2016 a 2017. A renda média obtida por aposentadoria ou pensão foi de R$ 1.750.

Em seguida, dentre as outras fontes de renda que mais se destacaram no Piauí em 2017, vem as transferências através de programas como o Bolsa Família, bem como aquelas oriundas de benefício de prestação continuada (LOAS), que representam 13,6% da renda domiciliar piauiense, sendo o Piauí o estado com o maior indicador no país.

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