Bilhetes para concertos e festivais mais baratos esta sexta-feira

O clamor público em torno dos apoios às artes serviu de pretexto para que a Associação Portuguesa de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE) lançasse esta semana uma petição a pedir a reposição do IVA a 6% nos ingressos dos espectáculos ao vivo, mas também a criar uma iniciativa especial: sexta-feira, dia 13, "centenas de bilhetes para teatro e festivais como o Nos Alive, o Rock In Rio, o Marés Vivas ou o Vodafone Paredes de Coura vão ter preços mais baixos" porque vão reduzir o preço dos bilhetes (como se o IVA fosse de 6% e não os actuais 13%), disse ao PÚBLICO Álvaro Covões.

A iniciativa irá reduzir o IVA de espectáculos ao vivo de 13% para 6% durante o dia 13 de Abril.

Ao jornal, o diretor da promotora que organiza o NOS Alive, explicou que iniciativa "24 horas de cultura a 6%" visa "demonstrar que se o IVA fosse não de 13% mas sim de 6% os preços eram mais baixo".

Entre os espetáculos de música abrangidos estão festivais como Paredes de Coura (que se realiza em agosto em Paredes de Coura), Alive (em julho em Oeiras) e Primavera Sound (em junho no Porto), e concertos como os dos Dead Combo, na Casa da Música, no Porto, de Mallu Magalhães, nos Coliseus de Lisboa e do Porto, de Lenny Kravitz, na Altice Arena, em Lisboa, ou de Rui Veloso, no Multiusos de Guimarães.

O preço médio por bilhete ficou mais caro, em 2016, passando de 15,4 euros para 17,4 euros.

Os escalões de IVA são um tópico que merece atenção e reflexão, especialmente em sectores com um grau de subjectividade tão elevado como a cultura.

A cultura é um dos bens essenciais referidos na Constituição.

Segundo o vice-presidente da APEFE, os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que "cada português compra um bilhete a cada dois anos". "As políticas culturais nos últimos seis anos não têm tido resultados em termos de afluência de público".

No total, 14,8 milhões de espectadores assistiram a 32.182 sessões de espetáculos ao vivo, mas apenas 4,9 milhões pagaram bilhete. "Isto são números de subdesenvolvimento", assegura Álvaro Covões. Tudo o que for mais barato, chegará a mais gente. "Esta ação não contará com qualquer apoio do Ministério da Cultura ou da Assembleia da República", refere a Associação de Promotores, Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE), num comunicado hoje divulgado.

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