Netflix anuncia que não participará do Festival de Cannes neste ano

Como ocorre com as acreditações concedidas à imprensa e aos profissionais do setor, o festival realizará um estudo e aqueles que superarem o processo, receberão esse passe nominal, válido de 17 a 19 de maio, durante os últimos três dias do festival.

O diretor artístico do Festival de Cannes, Thierry Fremaux, afirmou que os longa-metragens feitos pelo serviço de streaming Netflix são bem-vindos na premiação. A Netflix não gostou da ideia, uma vez que vai contra os seus princípios.

"Queremos que nossos filmes participem em pé de igualdade com todos os outros cineastas", disse o executivo da Netflix à "Variety".

Questionado sobre a sua presença no festival, Sandoros diz que não estará presente, mas que certamente haverá representantes da empresa presentes, até porque a Netflix continua interessada em comprar os direitos de filmes em competição em Cannes para a plataforma: "Nós não descriminamos dessa maneira". Existe um risco de irmos e vermos nossos artistas serem despeitados no festival. Eles ditaram as regras. A regra foi implicitamente a respeito da Netflix, e Thierry [Frémaux] deixou isso claro quando fez o anúncio.

Sarandos criticou acentuadamente Cannes e o seu director, referindo que a regra imposta vai contra o espírito de qualquer festival de cinema no mundo.

A lei francesa determina que após a estreia nos cinemas, um filme deve aguardar quatro meses para ser lançado em DVD ou no sistema OnDemand.

Os festivais de cinema servem para ajudar os filmes a serem descobertos para que possam ganhar uma distribuidora. Faço-o." A organização do festival teve de reagir e acabou por decidir que, a partir deste ano, as regras iriam mudar: "só poderiam competir filmes que tivessem garantia de estreia comercial nos cinemas em França.

O passe dará acesso aos filmes da seleção oficial, que inclui os filmes em competição e fora de competição e aqueles projetados nas seções Um Certo Olhar e Cannes Classics, bem como nas sessões que são realizadas na praia. O realizador espanhol disse mesmo que não daria a Palma de Ouro a um filme que não estreasse nos cinemas: "Pessoalmente não consigo conceber que a Palma de Ouro ou qualquer outro prémio seja dado a um filme que não podemos ver no grande ecrã", disse Almodovar. Saulnier argumenta que se não fosse pela Netflix, haveria muitos filmes que se teriam perdido por falta de financiamento. Alguns filmes produzidos pela Netflix, como "Mudbound", "Okja" e "The Meyerowitz stories", foram lançados noc cinemas.

Concordas com a decisão de Ted Sarandos?

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