YouTube e Google são acusadas de práticas ilegais com crianças

Segundo Josh Golin, da campanha para uma infância sem publicidade, uma das organizações que subscreveu o pedido de investigação, "há anos que a Google abandonou a sua responsabilidade para com as crianças e famílias, alegando, erroneamente, que o YouTube - um 'site' cheio de desenhos animados e publicidade de brinquedos - não é para crianças".

Assim, as práticas do Gogle violam a lei de 1998, que "proíbe que um site destinado a crianças que saiba o que as crianças utilizam, colete ou utilize informações sem o acordo prévio dos pais".

A plataforma Youtube, que pertence à multinacional Google, está a ser acusada de recolher de forma imprópria a informação de menores.

Segundo a denúncia, as associações afirmam que o Google coletou os dados pessoais de crianças menores de 13 anos de idade, como o lugar onde mora, o aparelho que utiliza para acessar a plataforma e seus números de telefone.

O YouTube Kids, lançado em 2015, trabalha apenas com conteúdo e anúncios selecionados como apropriados para crianças e, recentemente, a plataforma anunciou a contratação de milhares de moderadores para fazer o monitoramento de conteúdo. "Assim como o Facebook, o Google concentrou seus enormes recursos para gerar lucros ao invés de proteger a privacidade", denunciou Chester na nota divulgada através de seu site. Além disso, há ainda o YouTube Kids, app com suporte apenas para conteúdos direcionados às crianças.

YouTube e Google acusados de práticas ilegais
Youtube acusado de recolher dados de menores ilegalmente

Desta vez encontra-se em foco o Youtube, o qual se encontra a ser acusado de recolher informações relacionadas com menores nas suas aplicações e serviços online, violando assim a Child Onlie Privacy Protection Act (COPPA), lei que garante proteção à privacidade dos mais pequenos nos Estados Unidos. "Essas práticas apresentam sérias preocupações que justificam a atenção da FTC", acrescentaram os querelantes.

Este escândalo tecnológico veio à tona um dia antes de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, comparecer ao Congresso para responder aos legisladores sobre o polêmico vazamento de dados de milhões de usuários da rede social para a firma de consultoria política Cambridge Analytica.

Contactada pela agência France Press, um porta-voz da empresa referiu que o grupo ainda não teve conhecimento da queixa, mas garantiu que proteger as crianças e as famílias é uma prioridade.

"Como o YouTube não é voltado para crianças, fizemos grandes investimentos para criar o aplicativo YouTube Kids, uma alternativa especialmente destinada às crianças", disse o porta-voz.

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