Plano estratégico do BNDES será revisto, diz presidente do banco

Ao tomar posse nesta segunda-feira (09/04), o novo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, destacou os resultados obtidos com as reformas econômicas promovidas pelo governo. Temer se referia a investimentos em educação e segurança pública e mencionou diretamente a linha de crédito aberta pelo banco para a segurança pública, que tem como meta liberar R$ 5 bilhões aos estados neste ano. "Fizemos quantidade enorme de ações que melhoraram o funcionamento da economia e o aumento da produtividade", disse Dyogo, na cerimônia que, além do presidente Michel Temer, contou com a presença dos também presidenciáveis Henrique Meirelles e Paulo Rabello de Castro.

Novo tempo - Ao deixar a presidência do BNDES, o economista Paulo Rabello de Castro disse que a instituição vive "um novo tempo", depois de de ter enfrentado a falta de apoio da opinião pública, acusações e duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no ano passado.

"O recurso já está disponível".

"Isso [o valor dos empréstimos] depende da capacidade de financiamento de cada ente".

Sobre as investigações realizadas nas linhas de crédito à exportação do banco, o novo presidente garantiu que o BNDES vai continuar trabalhando com transparência e seus funcionários continuarão à disposição para prestar os esclarecimentos necessários. Em sua posse, ele prometeu acelerar a análise do banco para a concessão de empréstimos, que leva, em média, seis meses. "Na era de juros baixos, o BNDES será diferente". Esse diferencial não é tão expressivo e o que é mais importante é a agilidade de resolver, decidir e implementar as coisas.

Nesse sentido, ele acredita que o caminho é uma digitalização cada vez maior dos serviços e processos do banco e uma ação propositiva visando buscar empresas que tenham potencial para ser incentivadas. "Uma empresa vai preferir tomar um empréstimo um por cento mais caro e que sai mais rápido", disse.

Recuperação da economia - O ex-ministro do Planejamento abriu o discurso destacando a recuperação da economia, lembrando que o governo teve início em um cenário de inflação alta, juros altos, desemprego e descrédito internacional.

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