China diz ser impossível negociar com os EUA

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, disse na última segunda-feira (9) que a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China poderá beneficiar o Brasil, e por extensão, o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos ontem devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos comerciais e repetindo que é impossível negociar sob as circunstâncias atuais.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos teve início em março, quando Trump assinou uma nova ordem que impõe uma sobretaxa de 10% na importação de alumínio e de 25% na de aço.

Xi anunciou as mudanças em uma das áreas mais citadas nas reivindicações do presidente americano.

"Quando um carro é enviado para os Estados Unidos da China, há uma tarifa a ser paga de 2,5%".

Para Estevão a disputa comercial entre a China e os Estados Unidos ajuda o Brasil porque os países que querem fazer acordos e ampliar as relações comerciais vão fazê-lo com o Brasil e com o Mercosul.

O presidente afirmou que a China vai se alinhar com as regras do comércio internacional, aumentar a transparência, aplicar as leis, promover a concorrência e se opor ao monopólio.

O presidente americano acusa Pequim de práticas comerciais desleais, especialmente de "roubo de propriedade intelectual" e pela "transferência forçada de tecnologia", que resultaram no colossal déficit comercial, acusações rejeitadas por Pequim.

A China apresentou uma denúncia comercial à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos depois da decisão de Donald Trump de adotar impostos às importações de aço e alumínio. Esta é a primeira etapa no processo e pode demorar anos.

Elon Musk, presidente da fabricante de carros elétricos Tesla, pediu a ajuda de Trump para resolver a questão ao citar os problemas que sua empresa enfrenta para produzir na China.

"Nada menos do que o futuro econômico dos EUA está em risco com a agressão da China à tecnologia e propriedade intelectual da América, e sua tentativa mercantilista de capturar indústrias emergentes de alta tecnologia", disse ele. Limitações à participação de capital estrangeiro deverão ser revistas, principalmente na indústria automobilística.

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